Beneficiárias do Prêmio

Foto: Indigenous Media Foundation

Foto: iStock.com/bluesky85

Foto: Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a AgriculturaScreenshot

Beneficiária do prêmio de 2025

LAHURNIP

Trinta anos atrás, um grupo de advogados e advogadas indígenas no Nepal fundou a LAHURNIP e, desde então, a organização tem trabalhado com comunidades indígenas de base no Nepal, com o intuito de defender seus direitos e buscar justiça e reparação para pessoas afetadas por atividades empresariais e governamentais. As terras, os recursos e as fontes de subsistência dos povos indígenas são afetados de forma desproporcional por ações empresariais e governamentais. A LAHURNIP oferece assistência legal, litígio estratégico e incidência às comunidades indígenas e locais, particularmente a pessoas afetadas por projetos de desenvolvimento de grande porte.

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foto: Urbanmyth / Alamy Stock Photo

foto: Sebastian Castelier / Shutterstock

foto: Sergey Ponomarev

Beneficiária do prêmio de 2024

Migrant-Rights.org

A Migrant-Rights.org, fundada em 2007, trabalha para impedir a exploração de trabalhadoras e trabalhadores migrantes nos países integrantes do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG): Barein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Ao chamar a atenção para as violações específicas cometidas pelas empresas, os problemas subjacentes e a necessidade de mudanças na lei e na prática, a organização tem ajudado a proteger os direitos humanos de trabalhadoras e trabalhadores migrantes. A Migrant-Rights.org tem consolidado vínculos sólidos com organizações de trabalhadoras e trabalhadores migrantes e compartilhado informações com organizações localizadas nos países de origem dos migrantes, informando sobre o treinamento prévio à partida e a incidência com os governos.

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foto: Seth Sidney Berry/SOPA Images/Shutterstock

Miriam Miranda, coordenadora da OFRANEH

foto: Avispa Midia

Beneficiária do prêmio de 2023

OFRANEH

O trabalho da OFRANEH em Honduras inclui defender a autodeterminação e as formas tradicionais de vida dos povos Garífunas; proteger seus direitos e empenhar-se em evitar deslocamentos decorrentes dos empreendimentos turísticos, das comunidades para aposentados, das plantações de palma africana (dendê), das Zonas Especiais Econômicas, dos projetos minerários e hidrelétricos e dos cartéis de drogas. Membros da OFRANEH são assediados, ameaçados, perseguidos, sequestrados, desaparecidos e mortos, na maior parte das vezes por defender suas terras em meio à grilagem de terras e disputas pelos territórios ancestrais.

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Mirvari Gahramanli, fundadora e presidente da OWRPO

Foto: REUTERS / Alamy

Foto: Nikolai Ignatiev / Alamy

OWRPO promove seminário para mulheres trabalhadoras sobre direitos trabalhistas e leis de gênero

Incêndio na plataforma nº 10 em Guneshli (foto: Wikipédia)

Poluição em campo petrolífero no Azerbaijão (foto: Bruce Brander / Science Photo Library)

Beneficiária do prêmio de 2022

Oil Workers’ Rights Protection Organization

A OWRPO, fundada em 1996 por um grupo de trabalhadores e trabalhadoras do setor petrolífero, trata os impactos das empresas de petróleo e gás sobre os direitos humanos no Azerbaijão. A organização defende os direitos de trabalhadores e trabalhadoras do setor de petróleo e gás, e busca o monitoramento público de projetos de grande porte. Também trabalha para que os gastos das receitas de petróleo e gás sejam transparentes e justos em benefício da sociedade, pedindo que haja mais investimento em “capital humano” no Azerbaijão (incluindo educação e saúde).

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afrewatch logo

crédito da foto: Marcus Bleasdale

crédito da foto: Larry C. Price

crédito da foto: Gwenn Dubourthoumieu

crédito da foto: Gwenn Dubourthoumieu

crédito da foto: Erberto Zani / Alamy

Beneficiária do prêmio de 2021

AFREWATCH

A AFREWATCH, sediada em Lubumbashi (na região sudeste da República Democrática do Congo), defende o desenvolvimento dos recursos naturais africanos de forma justa, igualitária e transparente para o benefício de todos. A organização demanda que as empresas e os governos incluam as necessidades das comunidades locais em seus planejamentos, prioridades e operações, e que integrem estas comunidades na gestão dos recursos naturais. A AFREWATCH procura salvaguardar os direitos humanos e proteger o meio ambiente por meio da responsabilização das empresas e dos governos.  A organização investiga e relata as violações cometidas por empresas mineradoras, companhias petrolíferas e governos; trabalha com autoridades governamentais para defender a melhoria da legislação e sua aplicabilidade; exerce pressão sobre as empresas extrativistas para que paguem a quantia justa de impostos e ajudem as organizações comunitárias de base a desenvolverem suas capacidades.

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Equipe da Migrant Workers Rights Network explica a trabalhadores migrantes os seus direitos — província de Chon Buri, Tailândia. Foto: MWRN

Uma caminhonete traz trabalhadores migrantes de volta para suas casas de contêiner localizadas em um canteiro de obras. Foto: Akira Kodaka

Migrant Workers Rights Network oferece sessão de treinamento sobre como acessar os mecanismos de denúncias estatais — província de Phra Nakhon Si Ayutthaya, Tailândia. Foto: MWRN

Trabalhadores da empresa Thai Union participam de um treinamento conduzido pela Migrant Workers Rights Network —na província de Samut Sakhon, Tailândia. Foto:Thai Union/Thawatchai Pundech

Migrantes birmanesas descascam camarões em uma fábrica processadora na Tailândia. Foto: Thierry Falise/OIT

Oficina para mulheres líderes migrantes organizada pela Migrant Workers Rights Network, para conscientizá-las sobre questões de direitos trabalhistas e igualdade de gênero — província de Samut Sakhon, Tailândia. Foto: MWRN

Beneficiária do prêmio de 2020

Migrant Workers Rights Network

A Migrant Workers Rights Network é uma associação comunitária que luta para proteger os direitos dos trabalhadores migrantes que vivem e trabalham na Tailândia, sendo a maioria deles provenientes de Mianmar. A organização foi fundada em 2009 por nove lideranças migrantes de Mianmar, após observarem diversas violações e a exploração de trabalhadores migrantes na Tailândia em fábricas, no setor de frutos do mar, na agricultura e na construção. As lideranças concluíram que o empoderamento dos migrantes é a melhor forma para que esses trabalhadores se protejam.

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Capa do relatório de 2013 da Al-Haq sobre a discriminatória apropriação de água pela Mekorot, a companhia de água de Israel, na Cisjordânia ocupada. Foto: Al-Haq

Em 2015, a Al-Haq pediu ao governo da Holanda que proibisse as empresas holandesas de exportar cães para as forças de segurança israelenses, visto o seu uso para atacar e intimidar os palestinos civis. Foto: Alaa Badarneh/EPA/Shutterstock

Mina Nahal Raba Quarry, pertencente a HeidelbergCement, na Cisjordânia. A Al-Haq expressou preocupação porque as minas desta multinacional no Território Palestino Ocupado expropriam recursos naturais em violação ao direito internacional. Foto: Kerem Navot

Construção do sistema de trens ligeiros de Jerusalém, com linhas que passam pelo Território Palestino Ocupado e conectam os assentamentos israelenses. A Al-Haq e outras organizações fizeram um chamado às empresas para que abandonem o projeto, uma vez que viola o direito internacional; empresas da Austrália, do Canadá, da França e da Alemanha abandonaram o projeto. Foto:Al-Haq

A Al-Haq demonstrou preocupação de que o Airbnb viola o direito internacional ao listar propriedades nos assentamentos israelenses no Território Palestino Ocupado. Foto: Mondoweiss

Beneficiária do prêmio de 2019

Al-Haq

A Al-Haq, uma organização independente palestina de direitos humanos sediada em Ramallah (Cisjordânia), tem feito um trabalho revolucionário ao chamar a atenção para o modo como certas empresas, que operam no Território Palestino Ocupado, estão envolvidas em violações de direitos humanos e do direito internacional humanitário. A Al-Haq também contribuiu ao tratado sobre empresas e direitos humanos que está sendo redigido na ONU, e ajudou outras ONGs do Oriente Médio a desenvolver os seus trabalhos sobre direitos humanos relacionados às empresas.

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Beneficiária do prêmio de 2018

Justiça nos Trilhos

A Justiça nos Trilhos é uma organização que trabalha de perto com as comunidades locais, em áreas remotas do Brasil — incluindo povos indígenas, camponeses e afrodescendentes — para examinar os abusos de direitos humanos e ambientais cometidos por empresas mineradoras e siderúrgicas, especialmente a multinacional Vale.

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